quinta-feira, novembro 03, 2005

A reflexão de outro(s) como nós

Hoje convido-vos a ler a reflexão de um estudante de Letras da Universidade do Porto, sobre as novas tecnologias de informação.

"A aprendizagem no ensino superior é fundamentalmente um acto solitário, e é assim que, na minha opinião, ela deverá permanecer. A questão reside em fornecer ao aluno as condições para que este possa realizá-la com sucesso. O papel do ensino secundário, longe de facilitar a todo o custo uma suposta aprendizagem estimulada por pedagogias que passam muitas vezes pela simplificação (e invoco aqui, novamente, a minha experiência de aluno), empobrecimento e consequente deturpação do(s) objecto(s) de estudo, o papel do ensino secundário, dizia eu, deverá antes de mais favorecer uma preparação gradual e sustentada para a nova realidade que espera o aluno, quer no seu futuro ingresso no ensino superior, quer na sua iminente inserção na praxis social: a independência cognitiva. Aquilo que eu, como aluno universitário, espero de um professor, é que ele me forneça os meios para que possa exercer o meu processo individual de aprendizagem, facultando-me uma pluralidade de pathos, a partir dos quais me seja permitida uma selecção idiossincrática (2) que me irá conduzir não apenas a um conhecimento específico do meu objecto de estudo, mas, sobretudo, a um conhecimento integrado numa rede por vezes pluridireccional de outras visões sincrónicas e diacrónicas. Por outras palavras, não me parece que um professor deva, em especial no âmbito das ciências humanas, impor a sua inelutável subjectividade, mas permitir e até motivar o aluno para a construção de um conhecimento crítico em diálogo constante (em articulação) com concepções de diversos autores."

João Pedro da Costa.
Ler na íntegra AQUI