terça-feira, março 01, 2005

Análise de Aplicações Multimédia - I (INDIVIDUAL)

Segue-se a minha crítica e análise pessoal à aplicação "Navegar na net". Sublinho que não sei se interpretei bem o que é pretendido no ponto A. "Tipo de ambiente ou Contexto" e que a presente análise depende mais da minha sensibilidade pessoal do que de conhecimentos técnicos, os quais na verdade, ainda não adquiri, pelo que me arrisco a "julgamentos" pouco fundamentados. Também tenho plena noção que presentemente não só não conseguiria fazer melhor que as colegas, como provavelmente não conseguiria fazer absolutamente nada do género!

A. Tipo de ambiente ou contexto em que se insere a aplicação

A aplicação "Navegar na net" foi construída em 1997, altura em que a internet começava a tornar-se uma ferramenta fundamental na vida dos trabalhdores e estudantes portugueses. Na verdade, em 1997 a internet era para Portugal uma grande novidade. Justifica-se deste modo a opção tomada pelas colegas de Ciências da Educação na escolha do tema.

A ferramenta utilizada foi o Toolbook. Respeitou-se uma construção de "janelas" idênticas às de real navegação e ambiente de trabalho da internet.

B. Público visado e requisitos necessários

O público - alvo não se encontra objectivamente definido, para além de podermos encontrar várias alusões ao público-alvo em diferentes sítios da aplicação. No ponto 6. Aspectos técnicos encontramos a seguinte referência: "Utilizadores com conhecimentos mínimos de Windows e interessados em ligar-se à internet". Considero que esta definição só por si é demasiado abrangente para nos elucidar. Se continuarmos a explorar a aplicação encontramos no ponto 1. Navegar na Net "(...)camadas menos jovens da população portuguesa", "(...) estudantes ou profissionais ávidos de conhecimentos ou com perguntas sem respostas", mais à frente pode ler-se ainda "ou qualquer um que esteja interessado em fazer da internet uma ferramenta de trabalho". Concluo desta forma que a definição não foi suficientemente clara como seria desejável, utilizando em alguns casos uma linguagem pouco objectiva.

No que respeita aos aspectos técnicos parece-me que os requisitos estão bem definidos no ponto respectivo, i.e, 6. Aspectos técnicos.

C. Objectivos específicos de aprendizagem

Também a este nível se verifica a inexistência de um ponto exclusivo que fundamente quanto aos objectivos específicos. No ponto 2. Navegar na net: para quê?, encontramos, talvez, o fundamental nesta matéria: " o grande objectivo (...) é um maior esclarecimento por parte da população adulta sobre a internet".

D. Conteúdos abordados na aplicação

No ponto 2. Navegar na net: para quê? encontramos os seguintes conteúdos que podem ser pesquisados e estudados na aplicação: conhecer "aspectos teóricos da internet", "conceitos essenciais de um novo vocabulário", "história da internet", "como estabelecer a ligação à internet", "o que se pode fazer na net". Por fim, diz-se no mesmo ponto, numa linguagem que creio não ser muito apropriada para o público-alvo proposto "(...) ver moradas e sítios giros e interessantes a visitar".

E. Estratégias ou formas de consulta disponíveis

A aplicação dispõe de vários interfaces de ligação e/ou hiperligações que guiam o utilizador e lhe permitem optar pelo caminho a percorrer. Destas hiperligações destacam-se as notas e links para aprofundar questões ou simplesmente esclarecer conceitos. Destacam-se ainda o ponto 4. Como lidar com a aplicação: O Guia e os botões imitando a barra de ferramentas do explorer, com botões que permitem avançar, recuar, tomar notas, voltar à página inicial e sair da aplicação.

No ponto referente aos aspectos técnicos destaca-se ainda a referência bibliográfica consultada, onde podem ser observadas algumas insuficiências, como por exemplo, considerar-se o terravista, como uma página de informação... creio que www.terravista.pt se identifica mais com um motor de busca e não com uma página própriamente dita.

F. Modalidades de avaliação previstas

É referido que a aplicação foi testada "pela população alvo a atingir" mas quanto à avaliação dos conteúdos é sobre o utilizador que requer o convite. De resto, não há qualquer actividade que permita ao utilizador testar a sua aprendizagem após a utilização e consulta da aplicação.

NOTA: A análise final será "postada" nos blogs individuais de todos os membros dos grupo, amanhã, durante a primeira hora da manhã.